deFEMde retorna à campanha por uma ministra negra no STF
https://defemde.ong.br/wp-content/uploads/2025/10/Banners-Eventos-Sympla-Twitter-Evento-FB-1-1024x576.png 1024 576 Rede Feminista de Juristas Rede Feminista de Juristas https://secure.gravatar.com/avatar/cefd8ce79beb23c6586c1aaba13cb67f0845672b4726e7e29b7a89eb3b63c6ea?s=96&d=mm&r=gCom a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, o presidente Lula se vê diante de uma encruzilhada, e o Brasil fica à beira da reparação histórica pela terceira vez neste mandato. E por isso, a deFEMde retorna à campanha por uma ministra negra no STF, ladeada por Mulheres Negras Decidem, Coalizão Negra por Direitos, Instituto Juristas Negras, Instituto de Defesa da População Negra, Instituto Lamparina, MeToo Brasil, Kuira Feminista e muitas outras organizações.
O tempo é curto, e a agenda de ações, imensa. Mas faremos o que for preciso; o presidente precisa nos ouvir. Não subimos a rampa apenas para tirar belas fotos da diversidade brasileira, e não aceitaremos a barragem na portaria no momento de repartir os frutos da democracia.
O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição Federal e símbolo da defesa da democracia e dos direitos fundamentais. Entretanto, ao longo de toda a história da República, jamais uma mulher negra foi nomeada ministra da Suprema Corte, fato que revela as persistentes barreiras raciais e de gênero que estruturam o sistema de justiça brasileiro.
A ausência de mulheres negras no STF não se deve à falta de competência ou qualificação, uma vez que existem inúmeras juristas negras de notório saber jurídico, reconhecidas por sua atuação em defesa dos direitos humanos, da igualdade racial e de gênero. A campanha “Por uma Ministra Negra no STF” ressurge como uma mobilização ampla da sociedade civil para dar visibilidade e concretude à exigência constitucional de igualdade e representatividade.
Nomear uma mulher negra para o STF não é um ato simbólico, mas sim um passo real em direção a uma Justiça mais plural e sensível às desigualdades do país. Trata-se de uma medida que fortalece a democracia e promove a confiança da sociedade nas instituições públicas. Trata-se de um débito histórico que a nação possui com a população negra, e que o governo Lula se comprometeu a pagar.
Estamos cobrando.












































































































































