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meio-ambiente

deFEMde debate desigualdades de gênero e raça na França

1024 379 Rede Feminista de Juristas

A Rede Feminista de Juristas – deFEMde integra a sexta edição do festival Agir pour le Vivant (em português, Agindo pelos Vivos).O festival se tornou um espaço de discussão multidisciplinar e interseccional, e mantém um ecossistema sólido de pensadores, ativistas, líderes, cientistas e figuras públicas alinhadas com o estabelecimento de uma sociedade livre, justa e solidária. A edição de 2025 dialoga sobre estratégias de desenvolvimento sustentável e mudanças de paradigmas sociais a partir de perspectivas decoloniais.

Representada por Raphaella Reis, a Rede se prepara para debate com a cientista política Françoise Vergès  e a cineasta Pascale Obolo, mediado pela jornalista Bintou Simporé, sobre convergências históricas, filosóficas e estratégicas do feminismo negro, além de trazer provocações para um futuro decolonial a partir das experiências de mulheres negras no Brasil, em Camarões e na França.

A 6ª edição do Agir pour le Vivant será realizada em Arles, França, de 23 a 27 de agosto de 2025, com uma rica programação de debates, mesas redondas, performances, exibições, workshops e residências Neste evento, a deFEMde dividirá espaço com grandes pensadores contemporâneos, como Françoise Vergès, Achile Mbembe, Omar Alsoumi, Ugo Palheta, Angela Mendes e outros. A programação já está completa e disponível online. É possível adquirir ingressos para o Festival neste link.

Sobre Agir pour le Vivant

Festival iniciado em 2020, como espaço de reflexão e engajamento em nível nacional e internacional, e desenvolvido em Arles (FR), com edições ocorrendo em Medelín (CO), Yaoundé (CM), Douala (CM), Souza (CM), Tóquio (JP), Kyoto (JP) e Liège (BE); há possibilidade de que o Festival venha para o Brasil em breve. O festival é organizado em quatro eixos temáticos: pensando nos vivos, com a promoção constante de debates multidisciplinares para desconstrução de vieses cognitivos discriminatórios; fazendo pelos vivos, com a reunião de empresas e cidadãos para repensar dinâmicas de trabalho e consumo; celebrando os vivos, com o fomento criativo para mobilização constante de artistas; e fechados com a vida, com a elaboração e divulgação de programas educacionais para desenvolver engajamento em torno de questões socioambientais.

deFEMde participa de manifesto por transparência socioambiental

1024 682 Rede Feminista de Juristas

Texto originalmente publicado por Transparência Brasil.

Para marcar a Semana Mundial do Meio Ambiente, 35 organizações da sociedade civil publicam, nesta quarta-feira (9/06/2021), o manifesto “Sem transparência, não há sustentabilidade”. As entidades signatárias exigem que os órgãos de controle (Tribunais de Contas, Controladorias e Ministérios Públicos) atuem incisivamente na fiscalização e punição dos responsáveis.

Segundo o documento, órgãos federais e estaduais descumprem de forma sistemática dispositivos das leis federais, como as leis de Transparência Ambiental (10.650/2003) e de Acesso à Informação (12.527/2011). A conclusão parte da análise de cinco relatórios produzidos em 2020 e 2021 por organizações que atuam na área socioambiental e de transparência.

O manifesto aponta seis problemas de acesso a informações na área socioambiental:

  • Falta de produção de dados necessários ao controle social da execução de políticas públicas;
  • Falta de atualização de dados disponíveis e interrupção da produção de séries históricas;
  • Transparência ativa deficitária;
  • Descumprimento da Lei de Acesso à Informação;
  • Descentralização de dados em múltiplas fontes nem sempre consistentes entre si;
  • Descumprimento da Política de Dados Abertos.

As organizações que assinam o texto alertam que as falhas bloqueiam o desenvolvimento da ciência, prejudicam o desenvolvimento econômico e inviabilizam a participação social da política ambiental por jornalistas, sociedade civil e pelos próprios povos tradicionais afetados por ela.

A ação foi iniciada no âmbito do projeto Achados e Pedidos, realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Transparência Brasil e Fiquem Sabendo. Desde 2020, o projeto faz o monitoramento do acesso a bases de dados e informações socioambientais. Os principais levantamentos do Achados e Pedidos sobre o tema estão nesta reportagem.

A elaboração do texto contou com a contribuição da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) e Instituto Socioambiental (ISA).

Assinam:

Transparência Brasil
Fiquem Sabendo
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)
350.org Brasil
Aliança Nacional LGBTI+
Amazônia Real
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
ARTIGO 19
Associação Civil Alternativa Terrazul
Coalizão Evangélicos Pelo Clima
Conselho Indigenista Missionário
Conselho Pastoral dos Pescadores
Engenheiros Sem Fronteiras – Brasil
Fundação Avina
Fundação Grupo Esquel Brasil
Fundação Tide Setubal
GESTOS– Soropositividade, Comunicação e Gênero
Goianas na Urna
Greenpeace
Instituto Centro de Vida
Instituto de Governo Aberto
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Instituto Hori – Educação e Cultura
Instituto Socioambiental – ISA
Kurytiba Metropole
Movimento Acredito
Movimento Nossa BH
Nossa Casa Comum
Observatório para qualidade da lei
Open Knowledge Brasil
ponteAponte
Projeto Saúde e Alegria
Rede Feminista de Juristas – deFEMde
Rede pela Transparência e Participação Social